Espetáculos

Em seus primeiros anos de atuação, a Artefolia Cia. de Dança se dedica a desenvolver trabalhos e estudos tendo como orientação a metodologia Brasílica. Contudo, as vivências dos integrantes com outros tipos de danças e sonoridades passam a agregar novos parâmetros ao grupo, ampliando as possibilidades de criação artística. É assim que surge, em 1997, o Pernambucando, primeiro espetáculo autoral da companhia.

A partir desse experimento, outros espetáculos surgiram, num processo criativo próprio que se estende até os dias atuas. Os trabalhos autorais da Artefolia trazem como diferencial a criação colaborativa entre os membros do grupo e parceria com coreógrafos convidados, tendo como premissa mesclar diferentes referenciais do mundo da dança para exaltar temas relativos às culturas brasileira e pernambucana e a relação com a contemporaneidade.

Pernambucando (1997)
Concepção e Direção Artística: Marília Rameh
Sinopse: Pernambucando conta a trajetória de um viajante que, apaixonado por Pernambuco, faz uma peregrinação cultural pelo Estado. Indo da capital ao interior, ele passeia por diversas manifestações culturais locais, que envolvem os ciclos carnavalesco, junino e natalino e os ritmos da terra, como frevo, maracatu, forró, xaxado, coco de roda, ciranda e cavalo-marinho.

Mutamb (1999)
Direção Artística: Marília Rameh e Rossana Rameh
Coreografia: Criação Coletiva do grupo
Sinopse: Primeiro experimento colaborativo do grupo, Mutamb evoca o movimento dos orixás e das danças afro, ressaltando a expressividade e a conexão com a ancestralidade oriunda dos terreiros de candomblé. A coreografia do espetáculo foi pensada a partir de uma oficina ministrada pelo Mestre King, nome pioneiro da dança afro na Bahia e no Brasil.

Bela à Vista – A Descoberta de Cabral (2000)
Direção Artística: Valdir Oliveira e Mariangela Valença
Coreografia: Mariangela Valença
Sinopse: Espetáculo vencedor do prêmio APACEPE no Janeiro de Grandes Espetáculos de 2001, Bela à Vista – A Descoberta de Cabral narra a história de um amor hipotético com trilha sonora pernambucana. Após a expedição de descoberta do Brasil, em 1500, a nau de Pedro Álvares Cabral se choca contra um iceberg a caminho de Portugal e toda a tripulação é congelada. Quinhentos anos depois, o fenômeno El Niño descongela o navio, que, desorientado, volta ao Brasil e leva os tripulantes ao Porto do Recife em pleno Carnaval. Cabral se deslumbra com a intensa movimentação e se apaixona por Anabela, que lhe mostra a pluralidade dos festejos de Momo: maracatus, caboclinhos, frevo, la ursas, bonecos de Olinda, etc.

Irreverência (2001)
Direção Artística: Marília Rameh e Rossana Rameh
Coreografia: Criação Coletiva do grupo
Sinopse: Fruto de outra pesquisa colaborativa do grupo, Irreverência foi o primeiro experimento da Artefolia totalmente dedicado ao frevo. O espetáculo mergulha fundo no frevo e reverencia o mais pernambucano dos ritmos com uma coreografia especial. O espetáculo rendeu à companhia os prêmios de Melhor Coreografia, Melhor Bailarina e Bailarina Revelação no Janeiro de Grandes Espetáculos de 2002.

Namata (2002)
Direção Artística: Marília Rameh e Rossana Rameh
Coreografia: Criação Coletiva do grupo
Sinopse: Baseado em pesquisa sobre o universo indígena, Namata apresenta movimentos que mantêm contato com a cultura do americano nativo: as florestas, os caboclinhos, a prática ritualística do Toré e o culto da Jurema. Parte da trilha sonora foi especificamente composta para o trabalho, em parceria com o músico Felipe Maia.

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Patuscada (2003)
Direção Artística e Coreografia: Marília Rameh
Sinopse: Patuscada remete a farra, folia e comemoração. O espetáculo faz uma releitura de sonoridades pernambucanas através da dança, passando por três ciclos festivos – Carnaval, São João e Natal – mostrando como os ritmos Maracatu, Coco de Roda, Cavalo Marinho e Frevo evoluíram através dos anos e como essa mudança transformou a forma de dançá-los.

Tambores e Maracás (2005)
Direção Artística: Marília Rameh
Coreografia: Hugo Belfort e Marília Rameh
Sinopse: A diversidade cultural de Pernambuco se expressa através de diferentes estilos musicais, que encontram em instrumentos de origem indígena, como maracás e tambores, a base da expressividade dos terreiros. Tambores e Maracás revisita as origens brasileiras, investigando a dança na música pernambucana através de movimentos que envolvem sutileza, força, agilidade e leveza.

Preto no Branco (2007)
Concepção e Direção Artística: Marília Rameh
Coreografia: Célia Meira, Ivaldo Mendonça e Marília Rameh
Sinopse: A Artefolia revisita o frevo mais uma vez e o destrincha em um espetáculo dedicado apenas ao ritmo pernambucano. Oriundo de anos de pesquisa, Preto no Branco narra a evolução do frevo enquanto dança popular, pontuando aspectos estético-sociais na trajetória do passo e mostrando o ritmo como manifestação artística em constante transformação.



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