Cia. Artefolia

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Rica e plural. Assim é a cultura pernambucana, que abraça uma vasta gama de manifestações artísticas. Na dança, esse cenário não é diferente – a diversidade de corpos, jeitos e trejeitos proporcionam um terreno fértil para a criação artística. Nesse ambiente nasceu a Artefolia Cia. de Dança, grupo que há mais de 20 anos estuda, pesquisa e reverencia as danças populares de Pernambuco.

No início dos anos 1990, bailarinos integrantes do Balé Brasílica, oriundo do Balé Popular do Recife, se deram conta das variadas possibilidades de se dançar a cultura de Pernambuco. O grupo se uniu e assim nasceu, em 1993, a Artefolia, que, de início, se propôs a aprofundar o estudo acerca da metodologia brasílica, que investiga formas de interpretar danças próprias do Estado, e realizar apresentações orientadas por essa vertente.

Entre ensaios, oficinas e apresentações, a Artefolia passa a desenvolver uma identidade própria, somando a experiência de seus integrantes, investigações e adição de técnicas diversas. O resultado floresce já em 1997, com o primeiro espetáculo autoral da companhia. Em sequência, surgem outras produções autorais que projetam o trabalho do grupo para o Brasil e para o mundo.

Em sua trajetória, a Artefolia Cia. de Dança cumula um total de oito trabalhos cênicos entre espetáculos e coreografias autorais: “Pernambucando”, “Mutamb”, “Bela à Vista – A Descoberta de Cabral”, “Irreverência”, “Namata”, “Patuscada”, “Tambores e Maracás” e “Preto no Branco”. As produções já circularam por festivais e espaços culturais pelo país a fora, conquistando premiações e reconhecimentos.

Atualmente, a Artefolia segue atuante realizando workshops, oficinas e atividades de pesquisa e intercâmbio de conhecimento em torno de questões tocantes às danças populares de Pernambuco. Além disso, dialoga com instituições e profissionais de outros Estados e do exterior a fim de ampliar as possibilidades de experimentação e criação, em busca de trabalhos que fortaleçam e propaguem a cultura pernambucana.

A Metodologia Brasílica
O Balé Popular do Recife, fundado em 1977, foi pioneiro no desafio de fortalecer a arte pernambucana, registrando passos e movimentos de danças populares, folguedos e autos próprios do Estado, incluindo alguns considerados extintos naquela época. A sistematização dessas manifestações possibilitou a criação de uma linguagem própria, chamada de metodologia brasílica. Dessa vertente surgiu, em 1991, o Balé Brasílica, grupo que incorporava na prática a fundamentação dessa pluralidade artística. Responsável por preservar, registrar, recriar e divulgar essas manifestações, o Balé Brasílica possibilitou o cruzamento de ritmos e sons no intuito de gerar uma arte verdadeiramente pernambucana, servindo como base para fundação da Cia. Artefolia.

Clique na imagem abaixo para melhor visualizar nossa trajetória:

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Fatos importantes e Festivais:

  • Fundação da Artefolia Cia. de Dança | 1993
  • Participação no documentário “FREVO”, de Christianne Galdino | 1995
  • Temporada em San Diego, Califórnia (EUA)| 1997
  • 1º lugar no V Festival Internacional de Dança da Amazônia | 1998
  • Temporada em Londres, Inglaterra | 1998
  • Jardim Cultural | 2002
  • DVD: Frevo – Aprenda o Passo com Mariangela Valença
  • Apresentação para a coreógrafa alemã Pina Bausch | 2002
  • Troféu APACEPE de Melhor Coreografia, Melhor Bailarina e Bailarina Revelação no Janeiro de Grandes Espetáculos | 2003
  • Participação na Mostra Brasileira de Dança | 2003 e 2005
  • 2º Dança em Cena – Maceió/AL| 2003
  • Participação em edições do Festival de Dança do Recife | Desde 1998 a 2003
  • 1ª Mostra de Danças Brasileiras Folclóricas e Parafolclóricas – MG | 2003
  • Troféu APACEPE de Destaque da Dança no Janeiro de Grandes Espetáculos | 2004
  • Sestas Teatrais BNB | 2005
  • Plataforma Recife de Dança Popular | 2005
  • Festival Nação Cultural e Festa do Estudante de Triunfo | 2008
  • Festival na Onda da Dança | 2008
  • Festival Pernambuco Nação Cultural, em Limoeiro/PE | 2011

Projetos

  • Projeto Preto no Branco projeto de montagem sobre o frevo com financiamento do FUNCULTURA e do Prêmio FUNARTE de Dança Klauss Vianna com temporada de estreia no Teatro Armazém em 2007.
  • Projeto Memórias 15 anos, com financiamento do Prêmio FUNARTE de Dança Klauss Vianna edição 2008 (realizado em 2010) – Temporada dos Espetáculos Patuscada, Tambores e Maracás, Mutamb e Preto no Branco, grupo de estudo e pesquisa durante 6 meses e a criação do documentário Memórias.
  • Projeto Circulação Nordeste | João Pessoa – Salvador – Maceió com o apoio do Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna edição 2009 (realizado em 2010).
  • Projeto Preto no Branco – Temporada no Centro Cultural da Caixa em Curitiba/PR | 2010.
  • Projeto Arte na Praça, apresentações na Praça de Boa Viagem em parceria com a Prefeitura do Recife | 2011/ 2012.
  • Projeto Preto no Branco – Temporada no Centro Cultural da Caixa em Brasília/DF | 2013.
  • Projeto Conexão San Diego e Cia. Artefolia | 2016/2017. Circulação da Cia. Artefolia pela Califórnia, nas cidades de San Diego, Berkeley, São Francisco e Los Angeles. Com oficinas de frevo, palestras sobre a salvaguarda do frevo e apresentações do espetáculo Preto no Branco.